A mais famosas das artrites autoimunes é a reumatoide
A artrite reumatoide, comumente conhecida como AR, é uma doença autoimune em que o sistema de defesa do corpo ataca por engano as próprias articulações, podendo atingir também outros órgãos como coração, pulmões e olhos. O principal sintoma é a dor e o inchaço articular, frequentemente acompanhados por uma rigidez matinal que dura algumas horas e melhora ao longo do dia. A doença costuma começar afetando as pequenas articulações dos dedos, pulsos e pés, atingindo geralmente os dois lados do corpo de forma simultânea. Além do desconforto físico, a pessoa pode apresentar fadiga extrema, dores musculares, perda de peso involuntária e sentimentos de depressão.
Como a AR pode causar danos permanentes ao corpo, é fundamental iniciar o tratamento com um reumatologista o mais rápido possível, sem esperar pelo agravamento dos sintomas. Os medicamentos principais são chamados de DMARDs (drogas antirreumáticas modificadoras da doença), que podem levar algumas semanas para fazer efeito. Durante esse período de espera, o médico pode prescrever anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou esteroides (conhecidos como corticóides), seja em comprimidos ou injeções, para controlar a inflamação. O uso de opioides geralmente não é recomendado, pois eles não tratam a causa da inflamação nem previnem danos nas articulações. O cuidado deve ser multidisciplinar, envolvendo fisioterapeutas para manter a mobilidade, terapeutas ocupacionais para auxiliar nas tarefas diárias, nutricionistas para gestão do peso e cardiologistas, já que a AR aumenta o risco de problemas cardíacos.
No dia a dia, o paciente pode adotar diversas medidas para melhorar sua condição, como manter-se ativo com caminhadas ou natação para evitar que os músculos fiquem fracos e as articulações ainda mais rígidas. Manter uma dieta saudável, evitar alimentos gordurosos e parar de fumar são passos cruciais para reduzir o risco cardiovascular associado à doença. Para o alívio imediato do desconforto, pode-se utilizar gelo ou compressas quentes de forma intercalada, sempre com cuidado para não queimar a pele. É igualmente importante buscar apoio emocional em grupos ou terapia para lidar com a ansiedade e a tristeza que o diagnóstico pode trazer. Para mulheres que desejam engravidar, é possível ter uma gestação saudável, mas é imprescindível consultar o médico previamente para ajustar medicamentos que possam ser prejudiciais ao feto.
A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória sistêmica crônica que afeta principalmente as articulações, mas que também pode causar manifestações em outros órgãos, como os pulmões, o coração e os olhos, sendo raras essas formas de manifestações. Embora a causa exata da AR seja desconhecida, sabe-se que se trata de uma condição autoimune, na qual o sistema imunológico ataca os próprios tecidos saudáveis do corpo. O diagnóstico da doença baseia-se na avaliação de sintomas clínicos, como dor e inchaço articular persistente, além de exames laboratoriais que identificam marcadores de inflamação e anticorpos específicos.
Os sintomas da AR costumam manifestar-se inicialmente nas pequenas articulações das mãos e dos pés, apresentando uma característica de simetria, ou seja, afetando ambos os lados do corpo simultaneamente. Um dos sinais mais distintivos da doença é a rigidez matinal, que pode durar várias horas antes de melhorar com o movimento ao longo do dia. Além das queixas articulares, os pacientes podem apresentar sintomas sistêmicos, como fadiga intensa, dores musculares, perda de peso e, em alguns casos, febre baixa ou mal-estar geral.
O diagnóstico precoce e a diferenciação de outros tipos de artrite, como a osteoartrite (artrose), são fundamentais para o sucesso do tratamento. Na AR, a inflamação ocorre na membrana sinovial que reveste as articulações, o que, se não for controlado, pode levar à destruição da cartilagem e do osso, resultando em deformidades e perda de função. O processo diagnóstico envolve a análise cuidadosa do histórico médico, exame físico detalhado e a realização de exames de imagem, como radiografias ou ultrassonografia, para avaliar a presença de danos articulares. O tratamento precoce evita as sequelas.
O tratamento da artrite reumatoide (AR), uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente as articulações, tem como objetivos principais o controle dos sintomas, a prevenção de danos articulares e a melhora da qualidade de vida. Como as lesões articulares costumam ocorrer nos primeiros dois anos após o diagnóstico, o tratamento inicial foca em eliminar ou minimizar a inflamação rapidamente. Quase todos os pacientes necessitam de medicamentos, sendo os medicamentos antirreumáticos modificadores do curso da doença (DMARDs) a base da terapia, pois são capazes de reduzir a inflamação e preservar a estrutura das articulações. Além dos DMARDs, podem ser utilizados anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para alívio da dor e corticoides para controle rápido de sintomas graves ou crises, embora o uso de corticoides deva ser limitado ao menor tempo e dose possíveis devido a efeitos colaterais como a perda de massa óssea.
Além da intervenção farmacológica, medidas não medicamentosas são fundamentais para o sucesso do manejo da doença. A prática regular de exercícios físicos, como natação, caminhada e tai chi, ajuda a manter a força muscular e a mobilidade articular, combatendo a fadiga e a rigidez. Terapias físicas e ocupacionais também desempenham um papel vital ao oferecer treinamento funcional, uso de talas e adaptações que facilitam as atividades diárias. No campo da nutrição, a dieta mediterrânea e suplementos como óleo de peixe e vitamina D podem auxiliar na redução da dor, enquanto o ácido fólico é essencial para pacientes que utilizam o medicamento metotrexato. Mudanças no estilo de vida, como parar de fumar e moderar o consumo de álcool, são recomendadas para evitar o agravamento da AR e proteger órgãos como os pulmões e o fígado.
Devido ao impacto da inflamação e dos medicamentos no sistema imunológico, pacientes com AR têm maior risco de infecções, tornando as vacinas contra gripe, pneumonia, herpes zoster e COVID-19 altamente recomendáveis. O monitoramento médico constante, com exames regulares de sangue e de densidade óssea, é necessário para ajustar as doses e vigiar possíveis efeitos colaterais. Em casos avançados, onde há dano articular significativo, cirurgias de substituição ou estabilização das articulações podem ser consideradas. Terapias complementares, como massagem e técnicas de mente-corpo, podem ser úteis para o bem-estar emocional e alívio temporário da dor, mas nunca devem substituir o tratamento médico padrão. Por fim, o planejamento familiar é essencial, pois certos medicamentos para AR não são seguros durante a gravidez e devem ser discutidos previamente com o reumatologista.
